No contexto, parece-me por vezes que as visões académicas se esquecem dos planos práticos. todos somos artistas, todos somos potenciais produtores das diversas artes. mas perece-me, contudo que, um conhecimento erudito da história e correntes artísticas e estéticas, são essenciais para a produção artística consciênte, emanada das emoções mas domesticada e enquadrada pelos códigos, conceitos e cânones, que não têm que constituir forçosamente mordaças ou espartilhos para a livre expressão.
Sobre o espaço público, a sua vida e vivência, a sua inteligeência e usofruto, parece-me haver uma deficiente leitura dos diversos centros que uma cidade pode gerar. naturalmente que a imposição de obras de regime e discurso de poder, seja no contexto temporal do decurso do crescimento natural da cidade, ou no seu crecimento ou variação de importância económoco-política gera centros privilegiados/nobres, também gera centros naturais que no caso de évora são a vida quotidiana de alguns bairros em que existe uma dinâmica e vida próprias. Apenas a existência de um pequeno largo com um estabelecimento comercial pode gerar expontãneamente uma "subcentralidade" que poderá posteriormente ser aproveitada á posteriori por um qualquer discurso de poder ou regime atravéz de uma qualquer obra de arte emanate ou não da realidade do local.
Será sempre um poder, oficial de um orgão executivo, ou expontâneo de uma população, a definir o elemento cenográfico, arquitectónico, escultórico, ou mesmo de mobiliário urbano, que construirá o centro ou "subcentro" de um determinado aglomerado ou subdivisão urbanos permanecerão matéria viva e serão apropriados e utilizados ou não, conforme exista uma afinidade emocional, ideológica ou económico-comercial que lhe esteja subjacente, sendo que a sua imposição será sempre de difícil aceitação e até mesmo de negação se estas características não existirem.
A leitura dos discursos políticos, digo de regime ou poder, só serão feitas porquanto e enquanto reunirem significados emocionais para a população. (concretamente- digamos que nunca ninguem dirá a rotunda do icaro mas sim a rotunda da rampa... do seminário e será muito difícil assumir a rotunda da LAGRIL como rotunda das bicicletas. o refratarismo á mudança por parte dos colectivos é sempre muito acentuado a não ser que tal parta directamente da população anónima por qualquer acontecimento que conquiste ou envolva o seu imaginário.) estes fenómenos encontram-se nas toponímias das cidades que nem sempre são coincidentes com as designações populares (por mais que a baixa lisboeta ostente a definição de rua aurea ela será sempre a rua do ouro, por mais que a eborense praça antónio augusto de aguiar ostente as suas oficiais placas será sempre o jardim das canas, tal como a rua candido dos reis será sempre a rua da lagoa). é de facto a viveência popular que assimilará ou não as demarcações, definições, exibições, etc. dos espácos públicos. poder e as modas fazem propostas que podem fazer marco ou não, bem como as utilizações podem alterar-se com o tempo.
Esta foi apenas uma manifestação de sensibilidade empírica muito pessoal. Peço perdão se disse alguma enormidade. :)
Vicente de Sá
no facebook 25.2.2012 entre a 01.41 e as 02.21 no grupo Évora, como comentário à opinião de JRdSantos

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