Um blogue de apoio à construção de uma cultura de Cidade Educadora nas Cidades da Rede Portuguesa de Cidades Educadoras

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Construir espaço público em Évora


"Habitar a cidade. Construir espaço público" é o tema genérico do ciclo de debates que ontem, ao fim da tarde, teve início. E foi por aí que se começou, deixando claro que "As redes de Comunicação" existentes são  apenas parte daquele todo. Confirmou-se ainda o peso relevante que a Comunicação Social, nas formas de jornal e rádio,  têm no espaço público de Évora. Paralelamente, foi sublinhada a enorme e crescente importância que as novas formas de comunicação sustentadas pela plataforma da  internet, assumem nesta construção quotidiana.

Cerca de quarenta pessoas, habitantes de Évora, aceitaram ontem o convite que lhes tinha sido dirigido pelo Departamento de Filosofia e pelo CIDEHUS para reflectirem conjuntamente sobre a cidade que se deseja educadora.O Condestável Café-Bistrô revelou-se acolhedor. O debate foi vivo. As participações diversificadas não ficaram à margem das preocupações que atravessam hoje esta cidade. O exercício foi de cidadania. 

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

1º número da newsletter sobre o Ciclo de Debates "Habitar a Cidade. Construir o Espaço Público"

Realiza-se hoje às 17,30 o primeiro debate do ciclo "Habitar a Cidade. Construir o Espaço Público", no café Condestável em Évora. O debate tem como tema "As redes de Comunicação na Construção da Cidade Educadora", é aberto a quem quiser participar e tem como intervenientes convidados:
-  Eduardo Esperança, sociólogo da comunicação, Departamento de Sociologia da Universidade de Évora – moderador.
- Rui Belo – Director e fundador da Milideias, comunicação visual, Évora 
- José Faustino - Director da Rádio Diana e Presidente da Associação Portuguesa de Radiodifusão.
- Manuel Madeira Piçarra - Director do Diário do Sul 
- Carlos Júlio – Jornalista TSF e Diário do Alentejo em Évora .
Coincidindo com este primeiro debate está também já em distribuição na Internet a newsletter de apoio a este ciclo de debates, que pode ser consultada (ou baixada) neste endereço:   http://issuu.com/dorescorreia/docs/newsletter1.
A organização é do CIDHEUS e do Departamento de Filosofia da Universidade de Évora e o debate está relacionado com a investigação e a preparação da tese de doutoramento da Dores Correia sobre "Évora, Cidade Educadora".

domingo, 22 de janeiro de 2012

Preparando o debate sobre a arte e a construção de uma cidade educadora - em fevereiro

Foto José Manuel Rodrigues
Vista aérea do Centro histórico de Évora
"Que lugares podem derivar de espaços e tempos não coordenados entre si será, provavelmente, uma das questões centrais que se coloca, como desafio, à arte contemporânea que trabalha com o Lugar." 
A questão colocada assim por Marta Traquino evidencia que não é uma preocupação reservada tão só à arte, mas antes, transversal na busca de compreender O Lugar e as Cidades.
Porque, como esta artista plástica e investigadora diz neste artigo, hoje " parece que “estamos todos no quintal de cada um” e, no entanto, desconhecemos muitas vezes (metaforicamente falando) a diversidade do que está plantado no nosso quintal."
Assumindo Évora como "espaço de lugares", (usando a expressão de Castells), parece crescer a necessidade de re-olhar a construção do lugar. Pela perspectiva da arte contemporânea e por muitas outras perspectivas que integram a cidade de hoje. 

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Para um enquadramento do debate de dia 26 de Janeiro: "As redes de comunicação na construção da Cidade Educadora"

Partimos da ideia de que a comunicação se gera e desenvolve em redes. E de que a cidade sobrepõe duas dimensões diferentes que se podem aproximar ou afastar: A do espaço dos fluxos e a do espaço dos lugares. Poder-se-ia dizer que enquanto o espaço de lugares tem referências físicas e territoriais mais fáceis de reconhecer, a cidade dos fluxos é a das ideias, dos negócios, das artes, dos inúmeros e desconhecidos movimentos diversos, contraditórios mas todos expressivos da cidade que Évora é. Conhecer e correlacionar estes dois espaços da cidade, por via das redes de comunicação é um propósito que Évora evidencia desde há muito no seu registo histórico. Hoje, com os desafios do século XXI, essa tentativa de encontro entre a cidade dos lugares e a cidade dos fluxos parece relevante para o processo de conhecimento e reconhecimento de Évora.
 Évora é uma cidade que se deseja educadora. Desde 2001 que Évora se inscreve na Associação Internacional de Cidades Educadoras. Segundo Pilar Figueras Bellot, - secretária geral dessa estrutura que integra perto de 400 cidades de todo o mundo e quase 40 portuguesas -  “a cidade educadora é um novo paradigma., um projecto necessariamente partilhado que envolve todos os departamentos das administrações locais, as diversas administrações e a sociedade civil. A transversalidade e a coordenação são a base que dá sentido às ações que consolidam a educação enquanto processo que se estende ao longo de toda a vida.
As autoridades locais devem propiciar, facilitar e articular a comunicação necessária para o conhecimento mútuo das diversas actuações que se levam a cabo, bem como para estabelecer as necessárias sinergias para a ação e reflexão, constituindo plataformas conjuntas que possibilitem o desenvolvimento dos princípios da carta das cidades educadoras. As formas concretas deste desenvolvimento e da realização do conceito de cidade educadora são tão diferentes como diversas são as cidades.”

 Partindo destes pontos de referência, misturados com o resultado da observação e da vivência de uma cidade concreta – Évora -  perguntamos a alguns  intervenientes nas redes de comunicação da cidade :
1- Quais as principais redes de comunicação que tecem a cidade de Évora nestas primeiras décadas do século XXI ?
2- Para que objectivos fundamentais se orientam as redes de comunicação em Évora? Com que motivações fundamentais?
3- Quem fica de fora destas redes de comunicação?
4- Estarão as redes de comunicação existentes na cidade interessadas em participar na construção do espaço público que a cidade educadora pressupõe?
5- Como poderão estas redes envolver-se nesta construção de mais espaço público em Évora? De que formas, com que meios e possibilidades?

(ver documento AQUI)

As redes de Comunicação na Construção da Cidade Educadora

foto de José C. Nascimento

No âmbito de uma investigação que estou a desenvolver, sob a orientação do Departamento de Filosofia da Universidade de Évora e do CIDEHUS, venho convidá-l(a)o a participar no primeiro de um ciclo de debates genéricamente intitulado " Habitar a Cidade. Construir espaço público."
Este primeiro debate a acontecer no Condestável- Café Bistro ( Rua Diogo Cão, nº3 em Évora) pelas17.30h do próximo dia 26 de Janeiro, Quinta Feira, explorará o desempenho d"As redes de Comunicação na Construção da Cidade Educadora". 

Convidados especiais deste 1º painel:
- Eduardo Esperança, sociólogo da comunicação, Departamento de Sociologia da Universidade de Évora – moderador.
- Rui Belo – Director e fundador da Milideias, comunicação visual, Évora (a confirmar)
- José Faustino - Director da Rádio Diana e Presidente da Associação Portuguesa de  Radiodifusão.
- Manuel Madeira Piçarra - Director do Diário do Sul 
- Carlos Júlio – Jornalista TSF e Diário do Alentejo em Évora

Mas são convidados todos os interessados na sua qualidade de cidadãos desta cidade.

Ciclo de Debates "Habitar a Cidade. Construir o Espaço Público"

De Janeiro a Dezembro, todas as últimas quintas-feiras do mês, entre as 17,30 e as 20,30 horas, no Café Condestável, em Évora. Entrada Livre.

Organização – CIDEHUS e Departamento de Filosofia da Universidade de Évora

Calendário Provisório:

26 de janeiro- A Comunicação na construção de uma cidade educadora
23 de fevereiro- A Arte no espaço público e a construção da cidade Educadora
29 de março – Os Artistas na construção de uma cidade educadora
26 de abril – Património, História e Memória na construção da cidade educadora
24 de maio- O papel da Arquitectura na construção de uma cidade educadora
28 de junho- Os agentes económicos na construção de uma cidade educadora
26 de julho – As estruturas político-partidárias na construção da cidade educadora
27 de setembro- Educação informal na construção de uma cidade educadora
25 de outubro- A investigação científica na construção de uma cidade educadora
22 de novembro- A cibercidade na cidade educadora
15 de dezembro- A diversidade de públicos construtores da cidade educadora